Eu escrevo com a alma dos que sofrem.
Escrevo com o pulso aberto dos marginalizados.
Escrevo com o espírito sangrando em lágrimas: lágrimas vermelhas de corações feridos.
Escrevo com os dedos manchados de tinta anil.
Carrego no rosto as marcas do que fui um dia.
Escrevo com o grito daqueles que vivem sob a cortina do silêncio, que vivem a margem da vida.
Escrevo com os loucos que cantam pra lua cheia.
Escrevo como quem procura o sentido da existência, o sentido da vida, o sentido da morte.
Escrevo como os suicídas; eles sim, são corajosos.
Escrevo com a máscara que oculta a face dos covardes.
Escrevo pra alguém que está distante, alguém que já partiu e nunca mais verei...
Eu escrevo como aqueles que atracaram-se num cais de ilusões e perderam-se num labirinto de ideais visionários.
Escrevo como aqueles que escreveram as mentiras apostólicas...perdoem-me os que têm fé.
Escrevo com o carma dos aflitos. eu ouço seus gritos, eu sou um deles.
Escrevo com a coragem desatada dos heróis, afinal ninguém vive sem mitos.
Escrevo com o lirismo do poeta, com as chagas abertas do moribundo, com o mundo, com a visão apocalíptica do profeta.
Escrevo um poema triste por não saber sorrir. Levo na mão uma caneta, na cabeça mil idéias.
Escrevo com o temor de que alguém possa entender esse poema.
O mundo não percebe o que escrevo, eu não percebo o que o mundo me diz e prefiro continuar a não perceber.
Eu gostaria de escrever um poema de amor, um poema que tornasse o mundo belo, mas eu falhei...perdoem-me, eu não sei o que digo, eu não sei o que escrevo.
AUTOR: EDSON DE O. CARDOSO
Olá blogueiros! De uma forma bem descontraída este espaço filosófico "buteco" está disponível a todos que queiram usar da ironia e maiêutica socrática para tornar público sua crítica pessoal ao momento político,social e econômico do Brasil e do mundo. Não fique em silêncio pois a democracia não é a política dos que calam, mas a democracia dos que agem. Ciro Fernandes
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Gerencie sua mente e viva melhor
GERENCIE SUA MENTE E VIVA MELHOR
Autor: Nelson Tanuma
Se ao longo da sua vida você teve por hábito acumular tarefas inacabadas, juntar papelada inútil em suas gavetas, atulhar sua mesa de trabalho, com projetos que foram abandonados e guarda magoas por problemas de relacionamento interpessoal mal resolvidos, eu diria que você tem sérios problemas relacionados ao acúmulo de lixo mental.
Saiba que os compromissos não concluídos consomem nossa energia mental, a qual poderia ser usada de forma útil e produtiva através da administração correta mente, começando pela faxina mental.
Ao ignorarmos o acúmulo de pequenas pendências acabamos por ter que lidar constantemente com muitos pequenos incêndios que geram crises constantes, que nos sobrecarregam de tarefas a realizar, e que nos transformam em ansiosos crônicos, com preocupação orientada para as incertezas futuras.
Posso dizer que eu também ainda não consegui me livrar totalmente desse mal, já que estamos no final de novembro de 2010, e percebo que acumulei bastante sujeira em minha mente; sendo assim, é chegada a hora de eu por mãos-a-obra e limpar a minha mente, finalizando, imediatamente, as tarefas pendentes mais urgentes e importantes.
Todo final de ano, costumamos prometer para nós mesmos, que no próximo ano tudo será diferente, que entraremos na academia para modelar nosso corpo, que nossa alimentação será mais saudável, que seremos capazes de manter nosso controle emocional diante de clientes desagradáveis, colegas chatos, subordinados reativos e sem comprometimento, além dos chefes autoritários e prepotentes, entretanto, entra ano, sai ano, e as coisas continuam quase do mesmo jeito, percebemos que pouca coisa mudou, e o pior de tudo, é que quando não conseguimos cumprir os acordos que firmamos com nós mesmos, o estresse aparece.
A tudo que resistimos persiste. É importante que tenhamos uma idéia clara acerca de quais sejam as nossas prioridades. O momento é agora! Sejamos, pois, generosos para com o futuro dando o melhor de nos no momento presente, e tudo ficará cada vez mais fácil e melhor em nossas vidas.
Aos invés de nos preocuparmos apenas em administrar o tempo, é melhor que comecemos a gerenciar nossa mente, e ocupar nosso precioso tempo nos policiando em relação aos nossos pensamentos, palavras e ações.
As pessoas ficam esgotadas pelos seguintes motivos:
- desperdício de energia, pela falta de iniciativa em fazer as coisas acontecerem através de comportamento proativo;
- pelo excesso de tarefas inconcluidas;
- falta de organização de lembretes de assuntos pendentes;
- por deixarem de fazer um inventario completo em relação à hierarquia de relevância de seus objetivos e compromissos.
Ao me perguntar: Qual a relevância do meu trabalho para os mim e para as pessoas que me são importantes, e também para a sociedade? O que mais importa para mim? Porque eu estou neste planeta? Qual meu propósito de vida?
Eu começaria respondendo que a produtividade em meu trabalho é algo importante na medida em que consigo produzir mais com menos esforço, para assim, tornar-me um elemento útil para a sociedade.
Já, a motivação para o trabalho tende a aumentar, na medida em que aquilo que fazemos esteja alinhado com nossos valores e objetivos de vida. Tudo tende a melhorar na medida em que gostamos do que fazemos.
Parece-nos que a “vida de verdade”, esta sempre prestes a começar, e os obstáculos que aparecem a todo instante, cria em nós a ilusão de que as coisas ainda não aconteceram, que a nossa hora ainda não chegou, porque teria algo importante ainda por acontecer, por haverem tarefas que ainda não foram finalizadas, ou até por existirem dividas que não foram pagas.
Para que consigamos ter uma visão mais límpida em relação ao nosso desenvolvimento profissional e crescimento como ser humano, precisamos comecar limpando nosso quarto de bagunças, local onde quardamos as coisas que um dia fizeram parte de nossas vidas e de nossos familiares, já que as bagunça no nosso espaço físico tem reflexos em nosso mundo mental.
Precisamos criar estratégias de desenvolvimento, pois, de nada adianta você ter um planejamento estratégico de vida e trabalho magnificos, se você não consegue sequer, limpar a edícula da sua casa ou o depósito da sua empresa.
A administração saudável de sua mente abrirá espaço para a criatividade que é o fator primordial para a quebra de paradigmas paralisantes. Devemos usar nossa inteligência emocional para conseguirmos manter relações humanas harmoniosas e salutares, para termos mais tempo livre com nossa família e amigos, enfim, para podermos ter melhor qualidade de vida, com menos ansiedade e estresse.
(Nelson Tanuma que é palestrante, professor e escritor, há mais de 10 anos vem ministrando cursos e palestras pelo CIESP/FIESP, Fundação Bradesco, SEBRAE-SP, Universidade de Mogi das Cruzes, Universidade Corporativa da ACMC e organizações diversas, seus artigos são publicados periodicamente em 15 veículos de comunicacão: jornais, revistas, periódicos, portais e sites diversos)
http://www.nelsontanuma.com.br/
Autor: Nelson Tanuma
Se ao longo da sua vida você teve por hábito acumular tarefas inacabadas, juntar papelada inútil em suas gavetas, atulhar sua mesa de trabalho, com projetos que foram abandonados e guarda magoas por problemas de relacionamento interpessoal mal resolvidos, eu diria que você tem sérios problemas relacionados ao acúmulo de lixo mental.
Saiba que os compromissos não concluídos consomem nossa energia mental, a qual poderia ser usada de forma útil e produtiva através da administração correta mente, começando pela faxina mental.
Ao ignorarmos o acúmulo de pequenas pendências acabamos por ter que lidar constantemente com muitos pequenos incêndios que geram crises constantes, que nos sobrecarregam de tarefas a realizar, e que nos transformam em ansiosos crônicos, com preocupação orientada para as incertezas futuras.
Posso dizer que eu também ainda não consegui me livrar totalmente desse mal, já que estamos no final de novembro de 2010, e percebo que acumulei bastante sujeira em minha mente; sendo assim, é chegada a hora de eu por mãos-a-obra e limpar a minha mente, finalizando, imediatamente, as tarefas pendentes mais urgentes e importantes.
Todo final de ano, costumamos prometer para nós mesmos, que no próximo ano tudo será diferente, que entraremos na academia para modelar nosso corpo, que nossa alimentação será mais saudável, que seremos capazes de manter nosso controle emocional diante de clientes desagradáveis, colegas chatos, subordinados reativos e sem comprometimento, além dos chefes autoritários e prepotentes, entretanto, entra ano, sai ano, e as coisas continuam quase do mesmo jeito, percebemos que pouca coisa mudou, e o pior de tudo, é que quando não conseguimos cumprir os acordos que firmamos com nós mesmos, o estresse aparece.
A tudo que resistimos persiste. É importante que tenhamos uma idéia clara acerca de quais sejam as nossas prioridades. O momento é agora! Sejamos, pois, generosos para com o futuro dando o melhor de nos no momento presente, e tudo ficará cada vez mais fácil e melhor em nossas vidas.
Aos invés de nos preocuparmos apenas em administrar o tempo, é melhor que comecemos a gerenciar nossa mente, e ocupar nosso precioso tempo nos policiando em relação aos nossos pensamentos, palavras e ações.
As pessoas ficam esgotadas pelos seguintes motivos:
- desperdício de energia, pela falta de iniciativa em fazer as coisas acontecerem através de comportamento proativo;
- pelo excesso de tarefas inconcluidas;
- falta de organização de lembretes de assuntos pendentes;
- por deixarem de fazer um inventario completo em relação à hierarquia de relevância de seus objetivos e compromissos.
Ao me perguntar: Qual a relevância do meu trabalho para os mim e para as pessoas que me são importantes, e também para a sociedade? O que mais importa para mim? Porque eu estou neste planeta? Qual meu propósito de vida?
Eu começaria respondendo que a produtividade em meu trabalho é algo importante na medida em que consigo produzir mais com menos esforço, para assim, tornar-me um elemento útil para a sociedade.
Já, a motivação para o trabalho tende a aumentar, na medida em que aquilo que fazemos esteja alinhado com nossos valores e objetivos de vida. Tudo tende a melhorar na medida em que gostamos do que fazemos.
Parece-nos que a “vida de verdade”, esta sempre prestes a começar, e os obstáculos que aparecem a todo instante, cria em nós a ilusão de que as coisas ainda não aconteceram, que a nossa hora ainda não chegou, porque teria algo importante ainda por acontecer, por haverem tarefas que ainda não foram finalizadas, ou até por existirem dividas que não foram pagas.
Para que consigamos ter uma visão mais límpida em relação ao nosso desenvolvimento profissional e crescimento como ser humano, precisamos comecar limpando nosso quarto de bagunças, local onde quardamos as coisas que um dia fizeram parte de nossas vidas e de nossos familiares, já que as bagunça no nosso espaço físico tem reflexos em nosso mundo mental.
Precisamos criar estratégias de desenvolvimento, pois, de nada adianta você ter um planejamento estratégico de vida e trabalho magnificos, se você não consegue sequer, limpar a edícula da sua casa ou o depósito da sua empresa.
A administração saudável de sua mente abrirá espaço para a criatividade que é o fator primordial para a quebra de paradigmas paralisantes. Devemos usar nossa inteligência emocional para conseguirmos manter relações humanas harmoniosas e salutares, para termos mais tempo livre com nossa família e amigos, enfim, para podermos ter melhor qualidade de vida, com menos ansiedade e estresse.
(Nelson Tanuma que é palestrante, professor e escritor, há mais de 10 anos vem ministrando cursos e palestras pelo CIESP/FIESP, Fundação Bradesco, SEBRAE-SP, Universidade de Mogi das Cruzes, Universidade Corporativa da ACMC e organizações diversas, seus artigos são publicados periodicamente em 15 veículos de comunicacão: jornais, revistas, periódicos, portais e sites diversos)
http://www.nelsontanuma.com.br/
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
A força dos modelos mentais
Autor: Nelson Tanuma
Embora os modelos mentais possam parecer abstratos e inconseqüentes, e, freqüentemente sejam deixados de lado como se fossem meras ilusões de ótica, shows de mágicas ou meras curiosidades acadêmicas; a bem da verdade, nossos modelos determinam a qualidade e o rumo de nossas vidas gerando implicações de lucros e perdas financeiras, e até mesmo de vida e morte.
Os ataques terroristas do 11 de Setembro de 2001, levados a efeito por jovens e brilhantes profissionais de classe média, com futuros promissores, que muito embora não se encaixassem no estereótipo dos jovens terroristas de olhos esbugalhados e aterrorizantes que se tornam homem-bomba, certamente foram doutrinados e levados a acreditar que após morrerem pela “nobre causa”, receberiam como prêmio, as 72 virgens que são prometidas aos homens-bomba que vivem no Oriente Médio.
A expressão modelos mentais são os pressupostos usados para descrever os processos cerebrais que usamos para dar sentido ao mundo que percebemos através dos nossos cinco sentidos: visão, audição, tato, paladar e olfato. Trata-se de nossas percepções acerca da forma como percebemos o mundo que nos cerca. O conjunto de paradigmas associados forma os nossos Mapas ou Modelos Mentais. E importante que saibamos, porém, que o mapa não é o território.
Cada ser humano possui dentro de sua mente vários mapas, que podem ser de dois tipos: mapas do modo como as coisas são e mapas de como as coisas deveriam ser .
É importante ressaltar que a maneira como vemos o mundo resultam em nossa forma de pensar e agir. Existe uma grande diferença entre a visão e a percepção e a maior parte do que vemos está apenas em nossa mente.
Isso ocorre, especialmente, nas organizações emperradas e corroídas pela ferrugem da mentalidade da era industrial, onde o processo de deterioração começa na parte mais alta da pirâmide, os tomadores de decisões. .
John Gardner afirmou com acerto que: "A maioria das organizações com problemas desenvolveu uma cegueira funcional em relação a seus defeitos. Elas sofrem não porque não sejam capazes de resolver seus problemas, mas porque não podem vê-los”.
Os modelos mentais funcionam como a argila que antes de sofrer o processo de secagem pode ser transformada em uma bela e valiosa obra de arte, ou apenas um amontoado de massa feia e disforme. Assim, os modelos mentais possuem a capacidade de moldar todos os aspectos de nossa vida; de forma que se sua carreira encontra-se emperrada e estagnada como se fosse um lago de água parada e salobra, e não consegue deslanchar, ou, se sua empresa ou organização não cresce, existem ai dois motivos que podem estar impedindo o avanço: - ou existe um modelo preexistente que está impedindo o avanço - ou o modelo existente já está ultrapassado e enferrujado, precisando de um novo modelo ou uma nova porta que possa proporcionar oportunidade para o crescimento e desenvolvimento contínuos.
Se não conseguirmos quebrar os paradigmas paralisantes e ultrapassados, não poderemos jamais achar esses novos caminhos; de nada adianta ficarmos copiando ou perseguindo a concorrência, contagiados pela “síndrome do bombeiro” que vive diuturnamente apagando pequenos incêndios nas suas vidas. Daí a importância de darmos asas à criatividade.
O uso da criatividade pode proporcionar a você a possibilidade de descoberta de novos caminhos. Sabemos que quando usando a criatividade acabaremos por fazer novas descobertas, se bem que sabemos que tudo que é novo nos assusta. Pesquisas realizadas por psicólogos mostram que as pessoas têm mais medo de encarar o novo do que o próprio medo da morte. Daí vem a lição do escritor Robert Frost quando fala das escolhas da vida: “Duas estradas bifurcavam-se a certo ponto, em uma floresta e eu, eu resolvi tomar a menos trilhada e isso... isso fez toda a diferença!”.
A criatividade é o caminho que pode levar à soluções inovadoras, que nos livra dos riscos de ficarmos atolado no lamaçal da vida ou de cairmos dentro da areia movediça, Einstein já dizia que insanidade nada mais é do que, fazer diariamente a mesma coisa da mesma maneira e ensejar obter resultado diferente.
As pessoas estão confusas, perplexas e paralisadas diante do excesso de informações, que nos chega em tempo real, e que são disponibilizados a todo instante pelos meios de comunicação de massa, especialmente pela Internet. É provável que essa confusão mental e estagnação se deva ao uso de modelos que não servem mais para entender e solucionar os problemas que surgem neste mundo rico em informações.
Se você necessita resolver qualquer problema físico que lhe incomoda, ou se os seus relacionamentos interpessoais não estão caminhando bem, lembre-se que os seus modelos mentais, bem como os do outros, podem ser a causa principal. Se você deseja contribuir para mudança da sociedade como um todo, você precisa, em primeiro lugar, começar a olhar para dentro de si, precisa se conhecer melhor, e dar o primeiro passo que é conhecer e mudar o seu modelo mental, procurando entender como funcionam os modelos mentais das pessoas que o cercam. Essa busca de entendimento fará desenvolver sua empatia, que é a competência mestra das relações humanas interpessoais.
Para realizar qualquer mudança positiva em sua vida ou organização, você precisa entender que os modelos mentais são o ponto chave de todas as questões; você deve questioná-los a todo instante.
O problema reside no fato dos modelos mentais serem coisas impalpáveis e invisíveis, como a gordura que se fixa nas paredes das artérias provocando o infarto que pode te levar à morte súbita, via de regra, temos pouca consciência do que são nossos modelos mentais e de como eles moldam a forma como vemos as pessoas, coisas e fatos, e de que maneira elas consolidam nossos hábitos, formam o nosso caráter e moldam os nossos destinos.
O importante é que você tenha a percepção de que toda mudança começa a partir de você, a partir da mudança de sua maneira de pensar, e que não existe outra de mudança positiva.
Quebre os paradigma que se fundamentam em preconceitos. Quebre os paradigmas capazes de paralisar seu crescimento como profissional e ser humano. Deixe de viver em função das expectativas do outros.
(Nelson Tanuma é Especialista pós-graduado em Desenvolvimento do Potencial Humano pela Faculdade de Pisicologia da PUC, há 10 anos vem ministrando Cursos e Palestras pelo CIESP/FIESP, SEBRAE-SP, Fundação Bradesco, Universidade de Mogi das Cruzes, Universidade Corporativa ACMC e Organizações diversas)
http://www.nelsontanuma.com.br/
Embora os modelos mentais possam parecer abstratos e inconseqüentes, e, freqüentemente sejam deixados de lado como se fossem meras ilusões de ótica, shows de mágicas ou meras curiosidades acadêmicas; a bem da verdade, nossos modelos determinam a qualidade e o rumo de nossas vidas gerando implicações de lucros e perdas financeiras, e até mesmo de vida e morte.
Os ataques terroristas do 11 de Setembro de 2001, levados a efeito por jovens e brilhantes profissionais de classe média, com futuros promissores, que muito embora não se encaixassem no estereótipo dos jovens terroristas de olhos esbugalhados e aterrorizantes que se tornam homem-bomba, certamente foram doutrinados e levados a acreditar que após morrerem pela “nobre causa”, receberiam como prêmio, as 72 virgens que são prometidas aos homens-bomba que vivem no Oriente Médio.
A expressão modelos mentais são os pressupostos usados para descrever os processos cerebrais que usamos para dar sentido ao mundo que percebemos através dos nossos cinco sentidos: visão, audição, tato, paladar e olfato. Trata-se de nossas percepções acerca da forma como percebemos o mundo que nos cerca. O conjunto de paradigmas associados forma os nossos Mapas ou Modelos Mentais. E importante que saibamos, porém, que o mapa não é o território.
Cada ser humano possui dentro de sua mente vários mapas, que podem ser de dois tipos: mapas do modo como as coisas são e mapas de como as coisas deveriam ser .
É importante ressaltar que a maneira como vemos o mundo resultam em nossa forma de pensar e agir. Existe uma grande diferença entre a visão e a percepção e a maior parte do que vemos está apenas em nossa mente.
Isso ocorre, especialmente, nas organizações emperradas e corroídas pela ferrugem da mentalidade da era industrial, onde o processo de deterioração começa na parte mais alta da pirâmide, os tomadores de decisões. .
John Gardner afirmou com acerto que: "A maioria das organizações com problemas desenvolveu uma cegueira funcional em relação a seus defeitos. Elas sofrem não porque não sejam capazes de resolver seus problemas, mas porque não podem vê-los”.
Os modelos mentais funcionam como a argila que antes de sofrer o processo de secagem pode ser transformada em uma bela e valiosa obra de arte, ou apenas um amontoado de massa feia e disforme. Assim, os modelos mentais possuem a capacidade de moldar todos os aspectos de nossa vida; de forma que se sua carreira encontra-se emperrada e estagnada como se fosse um lago de água parada e salobra, e não consegue deslanchar, ou, se sua empresa ou organização não cresce, existem ai dois motivos que podem estar impedindo o avanço: - ou existe um modelo preexistente que está impedindo o avanço - ou o modelo existente já está ultrapassado e enferrujado, precisando de um novo modelo ou uma nova porta que possa proporcionar oportunidade para o crescimento e desenvolvimento contínuos.
Se não conseguirmos quebrar os paradigmas paralisantes e ultrapassados, não poderemos jamais achar esses novos caminhos; de nada adianta ficarmos copiando ou perseguindo a concorrência, contagiados pela “síndrome do bombeiro” que vive diuturnamente apagando pequenos incêndios nas suas vidas. Daí a importância de darmos asas à criatividade.
O uso da criatividade pode proporcionar a você a possibilidade de descoberta de novos caminhos. Sabemos que quando usando a criatividade acabaremos por fazer novas descobertas, se bem que sabemos que tudo que é novo nos assusta. Pesquisas realizadas por psicólogos mostram que as pessoas têm mais medo de encarar o novo do que o próprio medo da morte. Daí vem a lição do escritor Robert Frost quando fala das escolhas da vida: “Duas estradas bifurcavam-se a certo ponto, em uma floresta e eu, eu resolvi tomar a menos trilhada e isso... isso fez toda a diferença!”.
A criatividade é o caminho que pode levar à soluções inovadoras, que nos livra dos riscos de ficarmos atolado no lamaçal da vida ou de cairmos dentro da areia movediça, Einstein já dizia que insanidade nada mais é do que, fazer diariamente a mesma coisa da mesma maneira e ensejar obter resultado diferente.
As pessoas estão confusas, perplexas e paralisadas diante do excesso de informações, que nos chega em tempo real, e que são disponibilizados a todo instante pelos meios de comunicação de massa, especialmente pela Internet. É provável que essa confusão mental e estagnação se deva ao uso de modelos que não servem mais para entender e solucionar os problemas que surgem neste mundo rico em informações.
Se você necessita resolver qualquer problema físico que lhe incomoda, ou se os seus relacionamentos interpessoais não estão caminhando bem, lembre-se que os seus modelos mentais, bem como os do outros, podem ser a causa principal. Se você deseja contribuir para mudança da sociedade como um todo, você precisa, em primeiro lugar, começar a olhar para dentro de si, precisa se conhecer melhor, e dar o primeiro passo que é conhecer e mudar o seu modelo mental, procurando entender como funcionam os modelos mentais das pessoas que o cercam. Essa busca de entendimento fará desenvolver sua empatia, que é a competência mestra das relações humanas interpessoais.
Para realizar qualquer mudança positiva em sua vida ou organização, você precisa entender que os modelos mentais são o ponto chave de todas as questões; você deve questioná-los a todo instante.
O problema reside no fato dos modelos mentais serem coisas impalpáveis e invisíveis, como a gordura que se fixa nas paredes das artérias provocando o infarto que pode te levar à morte súbita, via de regra, temos pouca consciência do que são nossos modelos mentais e de como eles moldam a forma como vemos as pessoas, coisas e fatos, e de que maneira elas consolidam nossos hábitos, formam o nosso caráter e moldam os nossos destinos.
O importante é que você tenha a percepção de que toda mudança começa a partir de você, a partir da mudança de sua maneira de pensar, e que não existe outra de mudança positiva.
Quebre os paradigma que se fundamentam em preconceitos. Quebre os paradigmas capazes de paralisar seu crescimento como profissional e ser humano. Deixe de viver em função das expectativas do outros.
(Nelson Tanuma é Especialista pós-graduado em Desenvolvimento do Potencial Humano pela Faculdade de Pisicologia da PUC, há 10 anos vem ministrando Cursos e Palestras pelo CIESP/FIESP, SEBRAE-SP, Fundação Bradesco, Universidade de Mogi das Cruzes, Universidade Corporativa ACMC e Organizações diversas)
http://www.nelsontanuma.com.br/
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Cine Clube Espaço Aberto
CINECLUBE ESPAÇO ABERTO DE BRAZLÂNDIA INTEGRA A LISTA DE CINES QUE PARTICIPARÃO DO "DIA INTERNACIONAL DA ANIMAÇÃO"
Com entrada gratuita, a mostra de curtas nacionais e internacionais acontece em mais de 400 cidades do Brasil e em 30 países, como França, Estados Unidos, Canadá, Camarões e Coréia do Sul.
Pelo sétimo ano consecutivo, o Dia Internacional da Animação é celebrado no Brasil com uma mostra, simultânea e gratuita, de curtas-metragens nacionais e internacionais. No dia 28 de outubro, às 19h30, haverá exibições em mais de 400 cidades do país, organizadas pela Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA) e Brazlândia/DF será uma delas. Este é o maior evento simultâneo do gênero do mundo, que tem como principal objetivo difundir o cinema de animação, atraindo novos públicos e proporcionando aos espectadores o acesso a essa arte cinematográfica, institucionalizando o dia 28 de outubro, como referência histórica da animação mundial na sociedade brasileira.
Aqui em Brazlândia o DIA está sob coordenação do Cineclube Espaço Aberto. O evento acontecerá no Centro Educacional 03 (Vila São José, próximo ao Restaurante Comunitário, às 19h30). Dentre as atrações, destaque para a Mostra Nacional e Internacional.
A entrada é gratuita.
Cineclube Espaço Aberto
http://cineclubeespacoaberto.blogspot.com
cineclube.espacoaberto@gmail.com
Prof. Rodrigo
Com entrada gratuita, a mostra de curtas nacionais e internacionais acontece em mais de 400 cidades do Brasil e em 30 países, como França, Estados Unidos, Canadá, Camarões e Coréia do Sul.
Pelo sétimo ano consecutivo, o Dia Internacional da Animação é celebrado no Brasil com uma mostra, simultânea e gratuita, de curtas-metragens nacionais e internacionais. No dia 28 de outubro, às 19h30, haverá exibições em mais de 400 cidades do país, organizadas pela Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA) e Brazlândia/DF será uma delas. Este é o maior evento simultâneo do gênero do mundo, que tem como principal objetivo difundir o cinema de animação, atraindo novos públicos e proporcionando aos espectadores o acesso a essa arte cinematográfica, institucionalizando o dia 28 de outubro, como referência histórica da animação mundial na sociedade brasileira.
Aqui em Brazlândia o DIA está sob coordenação do Cineclube Espaço Aberto. O evento acontecerá no Centro Educacional 03 (Vila São José, próximo ao Restaurante Comunitário, às 19h30). Dentre as atrações, destaque para a Mostra Nacional e Internacional.
A entrada é gratuita.
Cineclube Espaço Aberto
http://cineclubeespacoaberto.blogspot.com
cineclube.espacoaberto@gmail.com
Prof. Rodrigo
domingo, 23 de maio de 2010
Verso da vida
A chuva cai lá fora
muitas muitas árvores molhadas
chuva forte vento frio
quero seguir essa jornada
Digo a minha vida
com poesia e novela
faço música e enceno
aquele povo da favela
Tenho 14 anos
e já me apaixonei
por um menino da escola chorei, mas superei.
Muitas pessoas tem
inveja do que eu faço
com suas palavras de amasso
Queria seguir a minha vida
como atriz e cantora
agora sonho ser poeta
O meu verso é uma lagoa.
MARIA PAULA - 1º C Centro Educacional 03 de Brazlândia-DF
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Racionalização
Verificamos em sala de aula que às vezes apanhamo-nos a mudar de ideias sem nenhuma resistência ou emoção, mas, se alguém nos acusa de estarmos errados, ressentimo-nos e firmamo-nos na resistência. Somos incrivelmente descuriosos na formação das nossas crenças, mas por elas nos enchemos de amor quando no-las querem roubar. Torna-se óbvio que não são propriamente as ideias que nos são caras, sim o nosso amor próprio.
Poucos alunos dão-se ao trabalho de estudar a origem das suas queridas convicções; temos, mesmo uma natural repugnância para fazê-lo. Gostamos de continuar a crer no que nos acostumamos a aceitar como verdade, e a revolta sentida quando duvidam das nossas verdades estimula-nos a ainda mais nos apegarmos a elas. O resultado é que a maior parte do chamado raciocínio humano consiste em descobrimos argumentos para continuarmos a crer no que crermos.
Lembra-me ter assistido em moço um debate sobre a imortalidade da alma, e não esqueço de como me ofendeu a dúvida manifestada por um dos presentes. Olhando para trás vejo agora que naquele tempo eu tinha pouco interesse pelo assunto, e nenhum argumento de valor em prol da crença que me haviam inoculado. Mas nem a minha indiferença pelo assunto, nem o fato de nunca lhe haver dado atenção foram bastantes para livrar-me da revolta que senti ao ver minhas ideias postas em dúvida.
Este espontâneo e leal apoio aos nossos preconceitos, este processo de descobrir “boas” razões para justificá-los recebe dos cientistas modernos o nome de “racionalização”, palavra nova para coisa muito velha.
Com freqüência em nossos devaneios nos mergulhamos em autojustificação, por não podermos admitir a ideia de estarmos errados, apesar da abundância de nossas fraquezas e erros.
ROBINSON, James H. A formação da mentalidade, p.21-4 (texto adaptado).Tirado do livro de Gilberto Cotrim,Funções da Filosofia;Ser,Saber e Fazer. Editora Saraiva 14º Edição,SP.(Readaptação)
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